Permalinks - Como ativá-los
Os permalinks são, diria eu, essenciais em qualquer blog. Só com eles é possível citar artigos, fazer trackbacks , espalhar um determinado texto para amigos. Trata-se de um endereço, estático, de um determinado texto. Todas as ferramentas atuais decentes de blogs trazem este recurso. Sim, ainda hoje, há algumas que não o trazem, mas não é este o escopo deste artigo. O WordPress está no grupo das ferramentas que trazem, e vai além: não bastasse os permalinks, ele permite transformá-los em URLs amigáveis. Vamos ver como?
Antes de continuar, é preciso saber o que é uma URL amigável. Em termos simples, trata-se de um endereço de determinado site que seja auto-explicativo. Veja os exemplos abaixo:
http://www.papo10.com/?p=226
URL não-amigável.
http://www.papo10.com/fernanda-souza-em-ensaio-sensual-para-o-paparazzo
A mesma URL, só que amigável.
Vale citar que, mesmo com o recurso de URLs amigáveis ativado, as antigas continuam funcionando. Isso acontece por causa da forma como este recurso é implementado. E qual a vantagem de se usar URLs amigáveis? Além da óbvia clareza nas URLs, seu blog será “achado” e indexado mais facilmente por motores de busca, como o Google. Usar URLs amigáveis é uma das regras mais importantes de SEO (Search Engine Optimization).
As URLs amigáveis são geradas através de um recurso poderoso do Apache, servidor web muito comum em máquinas Linux: o mod_rewrite . O que ele faz, neste nosso caso, é “traduzir” as URLs, o que não significa que o blog perca a compreensão de URLs “não-traduzidas”.
Antes de começar, um último esclarecimento. Embora haja uma versão do Apache para Windows, a maioria dos servidores que rodam este sistema usam o IIS (Internet Information Services). E, até onde sei, não é possível implementar URLs amigáveis no IIS… Antes de começar os procedimentos abaixo descritos, verifique se sua hospedagem roda Linux ou Windows, e também se o módulo mod_rewrite está habilitado.
O mod_rewrite é escrito no arquivo .htaccess, que fica na raiz do servidor. Abra seu cliente de FTP, e antes de qualquer coisa, habilite a visualização de arquivos ocultos. No FileZilla, clique no menu View, e marque a opção Show hidden files.
Feito isso, acesse seu servidor. Localize o arquivo .htaccess, clique com o botão direito nele, e em seguida, no menu de contexto, clique em File Attributes… Na tela que surge, dê CHMOD 777, e clique em Ok.
Este procedimento acima serve para deixar o .htaccess, responsável pela “tradução” das URLs, modificável pelo próprio WordPress. Trocando em miúdos, serve para facilitar o procedimento seguinte.
Agora, vamos ao painel administrativo do WordPress. Lá, clique em Options, e em seguida, em Pemalinks.
A primeira parte desta tela define qual a estrutura dos permalinks. Dá para criar várias estruturas, além das oferecidas pelo sistema (Default, Date and name based e Numeric). Para tal, basta marcar a opção Custom, specify below , e definá-la. Há uma página na Codex que mostra todas as tags permitidas. Deixe a estrutura do jeito que preferir. A categoria-base (Category base) julgo ser dispensável, já que tal configuração é possível, e mais flexível, através das configurações do WordPress.
Terminada essa etapa de configuração, clique no botão Update Permalink Structure ». Se seu .htaccess estiver acessível, o próprio sistema se encarrega de escrever as regras do permalink nele; caso contrário, ele mostra um box na parte inferior da tela, com as regras, e cabe a você copiá-las para o .htaccess, manualmente. Este passo é imprescindível para que a dica funcione! Sem ele, todos os links do WordPress darão erro 404 (página não-encontrada).
Acontecendo qualquer problema, volte à tela de configuração de permalinks, selecione a opção Default, e clique no botão Update Permalink Structure ». Isso retorna tudo ao estado original.
Problemas, dúvidas ou esclarecimentos, use os comentários. Espero que este artigo lhes seja útil, e até a próxima